Cinco mortos em confrontos na capital tailandesa

Cinco pessoas morreram nos confrontos entre apoiantes e opositores do Governo da Tailândia perto de uma universidade de Banguecoque, numa altura em que os protestos antigovernamentais se intensificam.

O subcomissário-geral da polícia, Veerapong Chiewpreecha, disse a uma televisão estatal que os incidentes, em que houve troca de tiros, ocorreram durante a noite de sábado e madrugada de hoje, perto da Universidade de Ramjamhaeng e do estádio Rajamangala.

Até ao momento, as autoridades apenas confirmaram mortes na universidade.

A polícia teve dificuldades para consegui restaurar a ordem na zona da universidade e o estádio, onde estudantes universitários que protestavam contra o Governo tailandês atacaram um táxi e um autocarro com "camisas vermelhas".

Os manifestantes chegaram a ocupar hoje um clube da polícia onde se encontrava a primeira-ministra, Yingluck Shinawatra, o que obrigou à sua retirada para um lugar secreto.

Mais tarde, a polícia disparou tiros com balas de borracha perto de um quartel do Exército tailandês, tendo ainda recorrido por várias vezes a granadas de gás lacrimogéneo e canhões de água contra os manifestantes que tentaram invadir a sede do Governo,

A primeira-ministra tinha prometido que não ia usar a força e que a polícia estaria desprovida de armas de fogo, para evitar um conflito sangrento, mas o rumo dos acontecimentos levou a polícia a pedir mesmo apoio do Exército nas ruas.

Os protestos contra a primeira-ministra duram há semanas, mas intensificaram-se com um apelo dos líderes de movimentos que têm estado na organização de alguns destes movimentos para um esforço final para depor o Governo.

O Governo tailandês sobreviveu a uma moção de censura no parlamento mas a primeira-ministra, Yingluck Shinawatra, continua a enfrentar muita oposição nas ruas, que exigem a demissão do executivo tailandês e dizem que este é manipulado pelo irmão da atual primeira-ministra.

Thaksin Shinawatra foi primeiro-ministro da Tailândia entre 2001 e 2006, mas está atualmente no exílio no Reino Unido depois de o seu governo ter sido derrubado por um golpe de Estado pacífico, levado a cabo pelo Exército da Tailândia.

Os protestos nas ruas sucedem-se há vários dias, mesmo depois de o Parlamento ter recusado uma moção de censura à atual primeira-ministra.

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