Cães tibetanos na moda entre os mais ricos da China

São o mais recente objecto de luxo entre a nova classe capitalista chinesa, podem pesar até 80 quilos e um exemplar já foi comprado por meio milhão de dólares!

A propriedade de animais de estimação é a moda mais recente entre a nova classe de privilegiados na China, ao lado das viaturas topo de gama, das jóias e outros sinais exteriores de riqueza. E os mastins tibetanos são o último grito, com cada exemplar a atingir valores na ordem das dezenas de milhares de euros.

Para os chineses que querem investir em algo mais que acções e terrenos, o mastim tibetano é um valor seguro na actualidade. “Costumava investir em  pastores alemães, mas os mastins do Tibete são agora o máximo”, disse à AP um empresário que já possui 20 exemplares.

Os animais de estimação estiveram banidos durante muito tempo na China, após a proclamação do regime comunista em 1949, quando passaram a ser considerados um “luxo burguês”. Após a liberalização económica dos anos 80 voltou a ser possível aos chineses revelarem a sua estima pelo melhor amigo do homem, ainda que por vezes de forma quase absurda. Um exemplo: Um milionário no Norte da China adquiriu um exemplar de mastim tibetano por meio milhão de dólares – quando na Europa e Estados Unidos custam poucas centenas de euros – e mandou buscar-lo ao aeroporto uma longa caravana de veículos de luxo.

Um mastim tibetano pode ser vendido na China, em média, por cerca de 70 mil euros. Uma sessão de inseminação com um exemplar reputado pode chegar aos 30 mil euros.

Esta raça é considerada das difíceis de criação e exige cuidados especiais e constante atenção ao longo da vida. Não se adapta bem a climas quentes e necessita de bastante socialização para não se tornar agressivo perante estranhos.A sua utilização tradicional no Tibete é como cão de guarda e pastoreio, vivendo entre dez e 14 anos; em média, pesa entre 70 a 80 quilos.

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