Andreas quis destruir o A320. Motivos não põem em risco indemnizações

Autoridades afastam ligações terroristas do copiloto. Passageiros tiveram "morte instantânea".

Os motivos que levaram o A320 da Germanwings a despenhar-se contra os Alpes franceses esta terça-feira - a ação propositada do copiloto Andreas Lubitz - não irão afetar as indemnizações a que têm direito as famílias dos passageiros. Como o DN já tinha adiantado ontem, segundo o Regulamento 785/2004 do Parlamento Europeu e do Conselho Europeu de 21 de abril de 2004 sobre os seguros das companhias e operadores aéreo, o valor inicial por cada um dos passageiros é de 316 882 euros.

O mesmo documento refere que "as transportadoras aéreas e os operadores de aeronaves" devem dispor de um seguro "que cubra a responsabilidade específica da aviação em relação a passageiros, bagagens, carga e terceiros". "Os riscos cobertos incluirão atos de guerra, terrorismo, sequestro de aeronaves, atos de sabotagem, apreensão ilícita de aeronaves e distúrbios do foro civil", adianta o Regulamento 785/2004.

No caso da Germanwings o seguro é feito pela Allianz, que, num comunicado na quarta-feira, adiantou que as indemnizações estarão a seu cargo. "Não seria apropriado tecer comentários sobre os detalhes deste trágico acidente", declarou a seguradora alemã.

O presidente da Lufthansa, a proprietária da Germanwings, descansou ontem as famílias dos passageiros sobre este tema, mas sem entrar em grandes detalhes. "A ajuda financeira será suficientemente grande para garantir que as famílias não terão de se preocupar. Estamos a tratar de todas as formalidades, mas não quero revelar os montantes", afirmou ainda Carsten Spohr.

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