Amnistia Internacional pede libertação "imediata" de mulher de Nobel da Paz

A mulher do dissidente chinês confirmou por telefone, numa mensagem divulgada na rede social Twitter, estar em prisão domiciliária, sem poder ser contactada.

A Amnistia Internacional (AI) pediu hoje às autoridades chinesas que revelem "imediatamente" o paradeiro de Liu Xia, mulher do Nobel da Paz 2010, Liu Xiaobo, que confirmou estar em prisão domiciliária em Pequim.

"Vi Xiaobo, e disse-lhe a 09 (de Outubro), na prisão, que tinha ganho o prémio (Nobel da Paz 2010). Dir-vos-ei mais posteriormente. Por favor, sejam quem forem, ajudem-me a comunicar através do Twitter. Obrigado", lê-se na mensagem.

Várias organizações de defesa dos direitos humanos, como a Freedom Now e a Human Rights na China, denunciaram que Liu Xia se encontra sob prisão domiciliária, sem possibilidade de utilizar telemóvel nem receber visitas.

Em comunicado, a AI pede às autoridades chinesas que confirmem o paradeiro da mulher do dissidente.

A subdirectora da AI para a Ásia Pacífico, Catherine Barber, afirmou que o Governo chinês está a tentar desviar a atenção internacional dos presos de consciência chineses, que foram alvo de especial atenção nos meios de comunicação social depois da atribuição do Nobel a Liu Xiaobo.

"É intolerável que se persiga Liu Xia apenas porque o marido recebeu o reconhecimento internacional pelo seu trabalho a favor dos direitos humanos", adiantou a AI.

"O seu paradeiro (de Liu Xia), bem como a confirmação de que continua a ser uma cidadã livre, deve ser divulgado o mais rapidamente possível", defendeu Barber.

Para a responsável da AI, a China tem em mãos "uma grande oportunidade para libertar os que permanecem detidos por expressar de forma pacífica os seus pontos de vista, e acabar com a perseguição de cidadãos inocentes".

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