Tumultos no Cairo provocaram cinco mortos

Os tumultos ocorridos na sexta-feira no Cairo após uma manifestação de islamitas já provocaram cinco mortos, informou hoje um porta-voz do Ministério da Saúde do Egito, Jaled al Jatib.

O porta-voz, citado pela Agência Efe, acrescentou que os confrontos entre a polícia e os manifestantes provocaram 22 feridos, 18 no Cairo e os outros em Damieta (norte).

Entre as vítimas mortais está uma jornalista do diário Al Dustur (Constituição), Muyada Ashraf, de 22 anos, que morreu em consequência de vários tiros na cabeça quando estava a fazer a cobertura dos protestos no bairro de Ain Shams, na zona leste do Cairo, disse fonte ligada à segurança.

O Comité para a Proteção de Jornalistas disse que com a morte de Ashraf ascendem a cinco os jornalistas mortos no Egito desde a queda do ex-Presidente Mohamed Mursi, a 03 de julho passado (apoiado pela Irmandade Muçulmana).

O Movimento de Mulheres Anti-Golpe de Estado publicou hoje um comunicado na página da internet da Irmandade Muçulmana onde acusa as forças armadas e de segurança de serem os responsáveis pela morte da jovem jornalista.

Com esta nova morte "as mulheres do Egito têm mais um motivo para a vingança" afirma-se na nota.

O presidente da Organização Egípcia dos Direitos Humanos, Naguib Gabrail, acusou, também em comunicado, a Irmandade de estar na origem do assassinato da jornalista e de outras pessoas.

As manifestações de sexta-feira, convocadas pela Irmandade Muçulmana, condenavam a candidatura presidencial do antigo chefe das Forças Armadas Abdelfatah al Sisi.

Os protestos surgiram quatro dias depois de um tribunal egípcio ter condenado à morte 529 pessoas, simpatizantes da Irmandade, por ataques contra edifícios oficiais e o assassinato de um coronel em agosto passado.

Hoje, um tribunal egípcio condenou à morte mais dois apoiantes do Presidente deposto Mohamed Morsi, por terem atirado jovens do cimo de um apartamento, disseram fontes judiciais citadas pela Agência AFP.

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