Reféns usavam explosivos quando exército atacou

Um irlandês que sobreviveu ao ataque do exército argelino ao campo de gás de In Amenas revelou que os reféns usavam cintos de explosivos. Número de vítimas mortais ainda é desconhecido e a operação militar continua.

O chefe da diplomacia irlandesa, Eamon Gilmore, contou à CNN que falou com a família de Stephen McFaul, de 36 anos, que aproveitou a confusão criada pelo ataque para escapar. O comando islamita que atacou o campo estava a transferir os reféns de carro para outro local quando o exército lançou um ataque aéreo.

Gilmore, que trabalhava como engenheiro, seguia no único dos cinco veículos que não foi atingido pelos tiros. "Disseram-me que os reféns foram obrigados a usar cinto de explosivos", afirmou o ministro na entrevista.

Na quarta-feira, um comando islamita fez 41 reféns ocidentais no campo de gás, assim como centenas de argelinos, em represália pela intervenção militar francesa no Mali. A justiça francesa resolveu ontem abrir um inquérito ao sequestro e consequente operação militar.

O assalto do exército argelino, na quinta-feira, fez inúmeros mortos. Um porta-voz dos islamitas, citado pela agência de notícias mauritânia ANI, disse que a operação resultou na morte de 34 reféns e 15 raptores, lançando novas ameaças aos ocidentais que sobreviveram.

As autoridades argelinas não confirmam os números, mas uma fonte dos serviços de segurança argelinos disse à AFP que o balanço dos islamitas é "fantasioso".

Já foram efetuados três voos para retirar centenas de pessoas do campo de gás, estando previsto um quarto, segundo a BP (que opera o campo junto com a empresa estatal argelina Sonatrach e a norueguesa Statoil).

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