Porta-voz da Irmandade Muçulmana detido no Cairo

A polícia deteve hoje no Cairo o porta-voz da Irmandade Muçulmana, Gehad el-Haddad, indicaram fontes dos serviços de segurança egípcios.

Haddad, muito ativo nas redes sociais e que falava regularmente nos 'media', era alvo de um mandado de prisão como muitos dirigentes e membros da confraria de Mohamed Morsi, Presidente destituído pelo exército no início de julho, precisaram as mesmas fontes, citadas pela agência de notícias AFP.

O porta-voz da Irmandade Muçulmana foi detido num apartamento em Nasr City, na companhia de outros cinco islamitas, entre os quais Hossam Abu Bakr, ex-governador da província de Qaliubiya (a norte do Cairo), nomeado durante a Presidência de Morsi e substituído pelas novas autoridades instaladas pelo exército.

As fontes dos serviços de segurança informaram ainda que os detidos deverão ser conduzidos à prisão de Tora, no Cairo, onde se encontram atualmente sob custódia muitos altos dirigentes da organização, incluindo o seu Guia Supremo, Mohamed Badie.

Estas detenções ocorrem apenas algumas horas após o anúncio do congelamento pela justiça dos bens dos principais dirigentes da Irmandade Muçulmana e dos aliados islamitas.

Os subúrbios de Nasr City foram o epicentro da violenta repressão contra os apoiantes do Presidente deposto.

Esta campanha conheceu o seu auge a 14 de agosto, nomeadamente em Nasr City, quando o exército e a polícia destruíram dois acampamentos de milhares de islamitas que exigiam o regresso ao poder de Morsi, o primeiro Presidente democraticamente eleito do país.

Nesses confrontos e na semana que se seguiu, mais de um milhar de pessoas morreu, na maioria manifestantes pró-Morsi.

Ao mesmo tempo, mais de 2.000 membros da Irmandade Muçulmana foram detidos.

Desde a destituição e a detenção, a 03 de julho, de Mohamed Morsi, a maioria dos dirigentes da organização islamita mergulhou na clandestinidade, antes de serem sucessivamente detidos, incluindo Mohamed Badie, atualmente a ser julgado, juntamente com os seus guarda-costas, por "incitação ao assassínio" de manifestantes anti-Morsi.

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