Ordem de expulsão dos dois portugueses foi suspensa

(Atualizada às 21h00) As autoridades são-tomenses suspenderam a ordem de expulsão de dois portugueses que havia sido emitida esta tarde, confirmou o advogado, que garantira que ambos estavam legais naquele país.

Dois portugueses e três romenos receberam hoje a ordem de expulsão de São Tomé e Príncipe, depois de terem sido ouvidos pelas autoridades, que terão alegado não dispor de condições para garantir a segurança de estrangeiros.

Os cinco indivíduos faziam parte de um grupo de seis pessoas que, esta manhã, foi notificado a comparecer nos serviços de imigração e fronteiras em São Tomé. Depois de ouvidos individualmente na presença do advogado Carlos Olimpo Stock foram libertados. Pouco depois, o advogado foi informado verbalmente pela superindentente dos serviços de que cinco dos seis iriam ser expulsos do país com o argumento de que não havia condições para garantir a sua segurança.

Estes cinco indivíduos estavam num grupo de 10 pessoas (seis portugueses e quatro romenos) que chegaram a São Tomé no fim de setembro e que, segundo o advogado, entraram no país com visto de negócios. Iam dar formação em montagem de som, luz, e estruturas de palco para o comício de sábado de Patrice Trovoada, candidato a primeiro-ministro da ADI nas eleições de dia 12 e que chega à cidade de São Tomé na sexta-feira.

Ao final da tarde, o advogado, que entretanto interpusera um recurso para cancelar a expulsão, foi informado oficialmente de que a ordem fora suspensa.

Antes disso, os indivíduos haviam-se deslocado à Embaixada de Portugal para solicitar proteção. Recebidos pela representante diplomática de Portugal, foi-lhes pedido que fossem para o hotel e aguardassem contacto.

Ao início da noite, a embaixadora de Portugal em São Tomé e Príncipe, Paula Silva, falou com os jornalistas portugueses, tendo esclarecido que aquilo que esteve em causa "foram algumas dúvidas das autoridades são-tomenses sobre a natureza dos vistos" e recusado qualquer incidente diplomático.

De acordo com o advogado Carlos Olimpo Stock, os portugueses entraram em São Tomé com um visto de 30 dias e tinham avião de regresso para Portugal marcado para 15 deste mês. "Esta decisão parece assumir um claro cunho político", dissera o advogado ainda antes de a situação estar resolvida.

O responsável da empresa que vendeu os equipamentos à ADI, Aurélio Fernandes, afirmara ao DN estar muito espantado com este caso e não compreender as razões para o sucedido.

"Para mim, a ADI é um cliente como outro qualquer. Tenho muitos clientes aqui em São Tomé e não faço a mínima ideia que razão podem invocar para nos expulsar", dissera.

São Tomé e Príncipe terá eleições legislativas, regionais e autárquicas no dia 12. A campanha eleitoral arrancou no sábado. 12 partidos concorrem para a formação do próximo Governo.

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