Islamitas fazem reféns funcionários da BP na Argélia

Um grupo de islamitas provenientes do Mali fez hoje reféns um número indeterminado de funcionários da petrolífera britânica BP em instalações desta empresa no sul da Argélia, a cerca de 1600 quilómetros de Argel. Pelo menos, dois estrangeiros foram mortos durante o ataque.

Um porta-voz do grupo petrolífero já confirmou a existência de um "incidente de segurança" nas instalações da empresa situadas junto da cidade de In Amenas, no sul da Argélia, a cerca de 1600 quilómetros a sul da capital, Argel. Durante o ataque, verificaram-se combates e, pelo menos, dois estrangeiros perderam a vida, sendo um deles britânico, confirmaram as autoridades argelinas.

Há a registar ainda seis feridos, dos quais dois são estrangeiros, dois polícias e dois seguranças das instalações. Os atacantes estarão entrincheirados numa parte das instalações, tendo como "reféns um número indeterminado de trabalhadores, entre os quais alguns estrangeiros".

Entre os reféns estão quatro nacionais japoneses, possivelmente um francês e um número indeterminado de britânicos. Um cidadão irlandês está também entre os reféns, além de um ou mais noruegueses.

Embora operada pela britânica BP, a instalação é propriedade de um grupo norueguês, Statoil, e estariam cerca de 20 pessoas a trabalhar no momento do ataque, dos quais dez são de nacionalidade norueguesa, revelou a empresa em comunicado.

A confirmação da notícia chegou também através de fontes diplomáticas, citadas pela AFP, que referem ainda tratar-se de um grupo de islamitas provenientes do vizinho Mali.

Esta informação foi posteriormente corroborada por um membro do grupo atacante, que entrou em contacto com a AFP. "Somos membros da Al-Qaeda e vimos do Mali", disse um membro do comando islamita.

"Pertencemos à brigada de Khaled Aboul Abbas, Mokhtar Belmokhtar", disse o islamita. Belmokhtar é um dos chefes históricos da Al-Qaeda do Magrebe Islâmico (AQMI).

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