Irmandade Muçulmana desmente prisão de líder supremo

A Irmandade Muçulmana egípcia desmentiu hoje a detenção do seu guia supremo e referiu que Mohamed Badie estará num comício de apoio ao ex-Presidente islamita Mohamed Morsi, deposto na quarta-feira pelos militares.

As forças de segurança referiram na quinta-feira que Badie tinha sido detido pela polícia militar a pedido da procuradoria, por incitamento à morte de manifestantes anti-Morsi, que estavam nas ruas no país desde domingo.

O porta-voz da irmandade, Ahmed Aref, garantiu à agência noticiosa AFP que Morsi tem prevista uma intervenção durante uma manifestação de apoio ao Presidente deposto e prevista para as 16h30 locais (17H30 em Lisboa) numa mesquita de Nasr City, um subúrbio do Cairo.

O exército egípcio depôs e deteve na quarta-feira o primeiro Presidente democraticamente eleito do país, o islamita Mohamed Morsi, há um ano no poder, após quatro dias de violentos protestos para exigir a sua demissão. Os militares suspenderam igualmente a Constituição e dissolveram o parlamento.

Morsi foi entretanto substituído interinamente pelo presidente do Supremo Tribunal Constitucional egípcio Adli Mansur, que prestou juramento na quinta-feira.

Entretanto, pelo menos três pessoas morreram hoje no Cairo numa troca de tiros entre o exército egípcio e apoiantes de Morsi quando os manifestantes avançaram sobre o quartel-general da Guarda Republicana, relatou a AFP.

Um responsável da Irmandade, Ahmed Fahmy, já pediu aos apoiantes para não entrarem em confronto com os militares, indicando que o exército é "uma linha vermelha que não deve ser ultrapassada", como referiu numa mensagem divulgada nos meios de comunicação estatal.

Dezenas de milhares de apoiantes da Irmandade Muçulmana juntaram-se hoje em vários locais do Cairo em resposta aos apelos dos islamitas para protestarem contra a deposição de Morsi.

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