Grupo rebelde quer organizar transição política até às eleições

O grupo rebelde Seleka quer organizar uma gestão de transição até às eleições democráticas na República Centro-Africana, depois de a capital do país ter sido tomada pelos rebeldes, disse hoje o porta-voz dos insurgentes.

"Com a tomada de Bangui e a partida de Bozizé, o principal objetivo da nossa luta foi realizado", disse um dos porta-vozes do Seleka, Nelson Ndjadder, citado pela Reuters.

O Presidente François Bozizé fugiu para a República Democrática do Congo, atravessando o rio Ubanguim, no momento em que os rebeldes do Seleka atacavam o palácio presidencial depois de controlarem a capital.

A França já confirmou, através do ministro dos Negócios Estrangeiros, Laurent Fabius, que o Presidente François Bozizé abandonou Bangui.

"Os centro-africanos devem reunir-se em torno de uma mesa para decidir o caminho futuro, que passa necessariamente por uma gestão consensual de transição que, com o tempo, vai levar à organização de eleições democráticas", afirmou Nelson Ndjadder.

A coligação rebelde retomou as hostilidades esta semana depois de ter expirado um ultimato apresentado ao regime, onde exigia o respeito dos acordos de Librebille, estabelecidos em janeiro, a libertação dos prisioneiros e a partida de tropas estrangeiras.

O Seleka reclama também a integração dos seus combatentes no exército, o que não consta dos acordos de paz.

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