Grupo do sequestro ameaça atacar envolvidos no Mali

O grupo com alegadas ligações à organização terrorista Al-Qaida que realizou o sequestro num campo de exploração de gás na Argélia ameaçou hoje atacar os países envolvidos no combate aos islamitas no vizinho Mali.

A ameaça, divulgada pela agência de notícias mauritana ANI, dirige-se aparentemente à França - que lidera a ofensiva no Mali contra os jihadistas que ocupam a região Norte do país - e a nove países africanos que se juntaram à campanha militar.

"Prometemos mais operações nos países que participaram na cruzada contra Azawad [no norte do Mali] se não mudarem a sua decisão", declarou, citado pela agência AFP, o grupo "Signatários pelo Sangue", liderado pelo argelino Mokhtar Belmokhtar.

Na declaração, o grupo lembrou os "irmãos muçulmanos" da "necessidade de abandonarem os locais dirigidos por empresas estrangeiras, especialmente francesas, para pouparem as suas vidas".

O ataque ao campo de exploração de gás em In Aménas, 1.300 quilómetros a sudeste de Argel, terminou no sábado, ao fim de quatro dias, com a morte de 11 sequestradores, por parte das forças especiais do Exército argelino.

Segundo o governo argelino, no total foram mortos, no sequestro e no posterior ataque do exército de Argel, 23 reféns argelinos e estrangeiros e 32 raptores.

Na declaração hoje divulgada pela agência ANI, o grupo "Signatários pelo Sangue" alega que tentou negociar, em vão, com o Exército argelino pelo "fim imediato das agressões contra os muçulmanos no Mali".

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