Filha de Ibrahim que nasceu na prisão poderá não andar

Meriam Yahia Ibrahim, a sudanesa condenada à morte por apostasia em maio, libertada a 23 de junho e novamente detida no dia seguinte sob acusação de falsificar documentos para sair do país, afirma que a sua filha poderá não vir a andar sem apoio. Uma sequela das condições em que foi obrigada a dar à luz

Em entrevista à estação norte-americana CNN na terça-feira, Ibrahim disse que, durante o tempo em que esteve presa "só pensava nos filhos e em como iria dar à luz. Estava sobretudo assustada por dar à luz na prisão", como veio a acontecer a 27 de maio. A sudanesa foi então mãe de uma menina, que se juntou ao filho de um ano que acompanhou Meriam durante o período de prisão em Cartum.

"Eu dei à luz acorrentada", contou a sudanesa de 27 anos, "não conseguia abrir as pernas". Agora, Meriam conta que os médicos temem que a forma como a criança nasceu traga graves consequências à sua saúde. "Alguma coisa aconteceu à bebé", alertou a sudanesa. "Eu não sei se no futuro ela poderá andar sem ajuda ou não", especificou à CNN.

Meriam e o marido estão desde dia 26 em liberdade, depois de dois dias sob costúdia, que começaram a 24 de junho, quando foram travados no aeroporto de Cartum, onde se preparavam para trocar o Sudão pelos Estados Unidos da América, país do marido de Meriam, Daniel Wani. A sudanesa declarou que está num "local seguro, não confortável", enquanto aguardam pela decisão da justiça sudanesa acerca das novas acusações que enfrenta: falsificação de documentos e apresentação de informação falsa às autoridades.

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