EUA apelam para não haver represálias sobre tuaregues

As tropas francesas apoderaram-se hoje do aeroporto da cidade de Kidal, alguns dias depois de terem controlado Gao e Tombouctou, depois de três semanas de uma campanha rápida.

A diplomacia norte-americana felicitou-se hoje pela rapidez da ofensiva, mas preveniu para os desafios que permanecem.

"Nós fazemo-nos eco dos apelos lançados pelos malianos e franceses, exortando os cidadãos malianos a não exercerem represálias contra os tuaregues ou outras minorias étnicas", afirmou a porta-voz do Departamento de Estado, Victoria Nuland.

É preciso, agora, "não apenas que as cidades que foram retomadas possam ser mantidas, mas também que missão internacional [da África Ocidental] siga o avanço das tropas malianas e francesas, para estabilizar o norte do Mali, para perseguir os rebeldes, para garantir que não regressam e se reagrupam", continuou.

As tensões são muito fortes no norte entre, de um lado, as minorias árabe e tuaregue, cujos membros são largamente maioritários nos grupos islamitas armados, e, do outro, os negros, maioritários no Mali.

Os EUA contribuíram com 96 milhões de dólares (71 milhões de euros) para as forças africanas que deverão substituir os militares franceses.

O Executivo de Washington apelou também ao governo interino de Bamaco a organizar eleições, tão depressa quanto possível, mas Nuland admitiu que "não podem ser realizadas enquanto não for tecnicamente possível".

O parlamento do Mali adotou na terça-feira um plano político para o pós-guerra. O documento prevê nomeadamente uma discussão com alguns dos grupos armados, no quadro de uma "reconciliação nacional", e a realização de eleições até 31 de julho.

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