Crise dos reféns acaba com 55 mortos

O sequestro no campo de exploração de gás de In Amenas, na Argélia, terminou com a morte de 23 reféns estrangeiros e argelinos e de 32 raptores, segundo o balançao divulgado pelas autoridades argelinas.

Centenas de argelinos e dezenas de estrangeiros foram feitos reféns na quarta-feira, no campo de exploração de gás natural de In Aménas, 1300 quilómetros a sudeste de Argel.

O alegado chefe dos raptores, Abdelrahmane, conhecido como "o nigeriano", terá ameaçado fazer explodir os reféns se o exército se aproximasse demasiado, segundo uma gravação audio divulgada pela agência de notícias mauritânia ANI. A gravação terá sido feita na quinta-feira, depois do primeiro assalto do exército argelino.

"Alguns reféns ainda estão vivos e estão retidos por alguns dos nossos irmãos no campo de gás, que Alá seja louvado", afirmou "o nigeriano", segundo a tradução do SITE, o centro norte-americanod e vigilância de sites islamitas. "Por Alá, vamos fazê-los explodir se o exército argelino se aproximar de nós", alertou.

As forças argelinas empreenderam o assalto final no sábado, tendo sete dos reféns sito executados pelos terroristas. Vários sobreviventes tinham contado que os reféns tinham sido envoltos em explosivos e colocados em camiões armadilhados.

Segundo o balanço provisório do Ministério do Interior, as forças especiais do exército argelino, que lançaram uma operação na quinta-feira, libertaram 685 funcionários argelinos e 107 cidadãos estrangeiros e mataram 32 raptores, membros do grupo "Signatários pelo Sangue", com alegadas ligações à Al-Qaida e liderado pelo argelino Moktar Belmokhtar. Um dos seus tenentes é precisamente Abdelrahmane.

Além dos 21 reféns mortos no cativeiro, duas pessoas - um argelino e um britânico - foram assassinadas num ataque contra um autocarro que transportava trabalhadores do campo. O ataque, perpetrado pelo mesmo grupo islamita, ocorreu antes do início da tomada de reféns.

O Ministério do Interior argelino não revelou a identidade dos reféns. Contudo, França, Estados Unidos, Roménia e Reino Unido já confirmaram a morte de seus concidadãos.

Os raptores apresentaram a tomada de reféns como uma resposta a uma intervenção militar francesa no Mali, que beneficiou do apoio logístico de Argel.

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