Centro comercial que desabou sem licença de construção

O centro comercial de seis andares que desabou na quarta-feira em Accra, capital do Gana, provocando a morte de nove pessoas, não tinha licença de construção, declarou hoje um responsável pela investigação. A mesma fonte indicou que o acidente foi provocado por falhas na estrutura do edifício.

"Eles não tinham licença, o que significa que a AMA [autoridade municipal de Accra] não autorizou a construção [do edifício] através de um inspetor", afirmou Magnus Quarshie, vice-presidente do Instituto de Engenharia do Gana, entidade responsável pela investigação do acidente.

"A partir da inspeção que fizemos, podemos constatar problemas estruturais. O betão [utilizado no edifício] não respeitava requisitos específicos", acrescentou o mesmo responsável.

O acidente, que ocorreu antes da abertura ao público do centro comercial Melcom, fez nove vítimas mortais, segundo um balanço hoje divulgado pelo exército, que acrescentou que foram retirados dos escombros 67 sobreviventes.

Cerca de 50 funcionários trabalhavam na grande superfície, de acordo com os dados fornecidos pela polícia local, que não conseguiu precisar, até ao momento, se estas pessoas estavam no interior do edifício na altura do acidente.

As equipas de resgate continuavam hoje no local à procura de eventuais sobreviventes.

Uma equipa de 18 socorristas israelitas era hoje esperada na capital do Gana para reforçar as operações de resgate.

O Presidente do Gana, John Dramani Mahama, que visitou na quarta-feira o local do acidente, decidiu entretanto suspender a campanha eleitoral para as eleições presidenciais, agendadas para 7 de dezembro.

Mahama considerou que o acidente foi uma "tragédia para o Gana".

O Gana, que tem cerca de 20 milhões de habitantes, é encarado como um exemplo de instabilidade na África Ocidental. O país é um grande produtor de cacau, detém minas ricas em ouro e começou a produzir petróleo em 2010.

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