Banidas 38 organizações por "incentivo à homossexualidade"

Ministro ugandês para a Ética e a Integridade considera que estas organizações estavam a "destruir as tradições e a cultura do país". Aministia Internacional denuncia "caça às bruxas".

"Percebi que pelo menos 38 organizações não-governamentais existem não para fins humanitários, mas antes para destruir as tradições e a cultura deste país ao incentivar a homossexualidade", afirmou Simon Lokodo.

A homossexualidade é ilegal no Uganda e uma proposta de lei que exige sanções mais pesadas para o "incentivo" à homossexualidade deverá ser discutida em breve no Parlamento. A proposta de lei pedia a pena de morte para "reincidentes", mas este ponto acabou por ser riscado depois de a comunidade internacional ter condenado a medida.

Lokodo, ministro para a Ética e a Integridade disse hoje que "a homossexualidade é ilegal, inaceitável e contrária à cultura" ugandesa e que se as relações entre pessoas do mesmo sexo fossem legalizadas "não haveria futuro para a sociedade". "Não há procriação entre um homem e um homem ou uma mulher e outra mulher", afirmou o ministro, citado pelo The Guardian.

Ontem, o mesmo ministro ordenou a interrupção de um 'workshop' sobre direitos dos homossexuais que estava a decorrer num hotel em Kempala. A Aministia Internacional condenou esta ação do Governo, considerando que "a perseguição contínua a lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e ativistas está a começar a tomar contornos sinistros, semelhantes a uma caça às bruxas".

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