Ban Ki-moon incita Sissi a respeitar liberdade de imprensa

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, disse ter "exortado" o Presidente egípcio Abdel Fattah al-Sissi a "proteger a liberdade de imprensa", após a condenação de três jornalistas da Al-Jazeera a pesadas penas prisionais no Egito

"Eu exortei todos os países, o Egito incluído, a respeitar a liberdade de movimentos, a liberdade de expressão e a liberdade da cobertura da atualidade pelos jornalistas" declarou hoje Ban Ki-moon numa conferência de imprensa, à margem de um encontro da União Africana, em Malambo, Guiné Equatorial.

"Eu encontrei-me com o Presidente Sissi hoje em Malambo e nós discutimos estas questões, eu exortei-o a proteger a liberdade de expressão", acrescentou.

O jornalista australiano Peter Greste e o egípcio-canadiano Mohamed Fadel Fahmy foram condenados a sete anos de prisão. Ao egípcio Baher Mohamed foi atribuída uma pena de 10 anos.

A justiça acusa os três jornalistas de apoiar a Irmandade Muçulmana, organização do ex-presidente Mohamed Morsi, deposto em julho de 2013 pelo então chefe do exército e atual Presidente, Sissi. Hoje, a Irmandade Muçulmana é considerada "grupo terrorista" pelo Egito. O país considera ainda a estação Al-Jazeera porta-voz do Qatar - onde tem a sua sede - que acusa de apoio aos islamitas.

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