Ban Ki-moon defende envio rápido de missão da ONU

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, defendeu hoje o envio rápido de uma missão à Líbia, na conferência sobre o futuro do país que decorre em Paris.

"Tenho intenção de trabalhar com o Conselho de Segurança para mandatar uma missão da ONU, que deve começar a sua atuacção o mais cedo possível", declarou Ban Ki-moon, cuja declaração na conferência foi divulgada pelas Nações Unidas. Ban Ki-moon anunciou a realização de "uma reunião de alto nível sobre a Líbia" a 20 de Setembro, à margem da sessão da Assembleia Geral da ONU que começa no próximo dia 13 em Nova Iorque.

"O desafio imediato é de ordem humanitária", disse Ban Ki-moon. "Cerca de 860 mil pessoas deixaram o país desde Fevereiro, contando trabalhadores estrangeiros. Os serviços públicos estão num estado crítico, nomeadamente os hospitais e clínicas e há um problema de falta de água", acrescentou o secretário-geral da ONU. Ban Ki-moon disse ter confiado os preparativos de uma missão na Líbia a Ian Martin, seu conselheiro especial para situações de pós-conflito e que liderou a missão da ONU em Díli, durante a consulta popular que conduziu em 1999 Timor-Leste à independência. Ian Martin deve partir para Tripoli logo após a conferência de Paris.

"O destino da Líbia deve ficar apenas nas mãos do povo líbio", insistiu Ban Ki-moon, acrescentando que o Conselho Nacional de Transição, que representa os rebeldes e controla quase todo o país, já identificou diversos domínios em que é necessária ajuda internacional, como o diálogo político, a organizações de eleições, o reforço da autoridade do Estado e a protecção dos direitos humanos.

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