Papa Francisco

Adriano Moreira

A terra prometida

Na posse de presidente, Joe Biden não omitiu, sempre de acordo com as suas referências concretas à religião católica, de citar o Papa Francisco, nem de insistir, na qualidade no cargo, assumir a responsabilidade pela unidade do povo americano, nem de tornar evidente que vai assumir revogar a negada aceitação da cooperação global feita pelo antecessor presidente na inesquecível Assembleia Geral da ONU. Em toda a cerimónia de posse, foi visível a simpatia com que os presentes, salientando os antigos presidentes ainda vivos e também presentes, distinguiam a presença do antigo presidente Obama, que o novo eleito acompanhara como vice-presidente. Ele, não ignorando a história da sua América (a terra prometida), tinha a convicção, e prática, de que a nação existia, independentemente das violências éticas e étnicas do passado, pelo que muitas experiências demonstram que, na importante doutrina política, é o Estado que, de regra funda a nação, e não o contrário.

Adriano Moreira

O Natal diferente

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, avisou os europeus de que o Natal deste ano vai ser diferente, aviso corolário da mensagem do serviço de Prevenção e Controlo das Doenças aos povos e aos governos. A importância do Dia de Natal não é exclusiva para cristãos, numa época em que progrediram os avisos de Ernest Renan (1848) sobre "organizar cientificamente a humanidade", período em que "tudo o que o Estado doava antes ao exercício religioso pertencerá de direito à ciência".