Segunda Guerra Mundial

Adriano Moreira

Antes e depois da pandemia

Depois de cada uma das Guerras Mundiais que atingiram a redefinição do globalismo ocidentalista, o futuro imprevisível orientou os estadistas que, tendo vencido o conflito, assumiram a reconstrução desse futuro: aconteceu que com a Sociedade das Nações, que se mostrou esgotada perante o desatendido brilhante discurso do Negus da Etiópia, a pedir a intervenção contra a Itália cujo fascismo ambicionava partilhar o colonialismo: depois da breve paz, a Segunda Guerra Mundial, que inspirou o novo acolhimento da pluralidade religiosa, étnica, cultural, e política, que esquecia o castigo da Torre de Babel, a organização do globo, com expressão na ONU e na UNESCO, não impediu que a própria Europa ficasse dividida, até à queda do Muro de Berlim que, aproximando as metades da Europa, não conseguiu que a geral cooperatividade impedisse que o pluralismo de grupos acompanhasse também nela as ambições dos emergentes, sempre com ameaças ou violações da paz, até que a pandemia atacou esse todo plural de uma ameaça que não distingue etnias, crenças, regimes ou ambições.

Adriano Moreira

Tempo perdido

Foi tranquilizante o afastamento do presidente Trump dos EUA da Europa organizada em União, e agora afastado do governo nacional, onde estava alheio à importância do mar que une as duas entidades, não se apercebendo da conclusão dos peritos de que o mar ficou perigoso em todo este tempo perdido, para ele se imaginar o apóstolo do globo que lhe concederia veneração. Essa ambição foi acrescentada, na véspera de a nação ter elegido outro americano, não apenas para responder ao novo período da pandemia, mas em consequência dar, não sinal, mas prova, de que a desordem do ali vigente modelo de Estado espetáculo terminaria, e que a desordem da democracia americana deixaria de ser o pensamento-guia das desequilibradas findas e futuras intervenções.