Guerra Fria

Opinião

E se a amizade de um sultão do século XVIII contar mais para a geopolítica do que Trump?

Não faltará quem queira ver no acordo de cooperação militar assinado em outubro entre o ministro da Defesa marroquino e o seu homólogo americano a explicação para o reconhecimento, dois meses depois, por Washington, da soberania de Rabat sobre o Sara Ocidental. Claro que a venda de armas é importante para a política externa americana, e Donald Trump começou logo a sua presidência com um gigantesco contrato assinado com a Arábia Saudita, assim como também serve os países compradores porque os coloca sob uma espécie de proteção dos Estados Unidos. Mas a estreiteza das relações entre os Estados Unidos e Marrocos não tem dois meses, nem sequer duas décadas (há quem note a cooperação com a CIA nos interrogatórios aos prisioneiros da Al-Qaeda capturados no Afeganistão e no Iraque), mas sim mais de dois séculos.

Leonídio Paulo Ferreira

Ainda Biden não se sentou e Xi já lhe está a fazer xeque

Ainda é cedo para perceber o alcance do novo acordo comercial patrocinado pela China e que abrange uma quinzena de países da Ásia-Pacífico, incluindo Japão, Coreia do Sul e Austrália, mas basta envolver 2,2 mil milhões de consumidores, um terço do comércio global e um quarto do PIB mundial para ser tido em conta, incluindo nos Estados Unidos, onde se está a dois meses de Joe Biden assumir a presidência, com o contrariar da ascensão chinesa como principal desafio, uma das poucas linhas de continuidade com o derrotado Donald Trump.

Faculdade de Direito da U. Lisboa

A "miopia moral da fêmea". A polémica teoria de Francisco Aguilar

Professor de Direito Penal da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa publicou um longo texto na revista de Direito Civil editada pela instituição, em que diz que o feminismo "é o mais criminoso regime da história" e aponta um "ódio genético" das mulheres àquele que é visto como "biologicamente privilegiado por Deus" - o sexo masculino. Controvérsia já se estende ao corpo docente da instituição.

Exclusivo

Entrevista a José Adelino Maltez

"Foi um erro diminuir o presidencialismo na Constituição e o papel dos militares"

Para corresponder à confiança popular, o Presidente devia ter mais poderes, considera o politólogo José Adelino Maltez., para quem o regime é demasiado parlamentarizado. Porque às vezes, diz, não basta a pedagogia, é preciso chamar os governos à pedra e dar umas reguadas. Esta entrevista também está disponível na edição impressa do DN à venda neste sábado.