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Opinião

2021: o ano da normalização económica

Annus horribilis: assim ficará 2020 conhecido na história - o ano em que o nosso pior pesadelo se tornou realidade, com a propagação de um vírus que fez centenas de milhares de mortos e que está a provocar uma contração económica como desde há décadas não se conhecia. Mas se, por um lado, ainda não é possível apurar a sua verdadeira magnitude, por outro, a resposta fiscal e monetária da Europa também é muito diferente da resposta à anterior crise financeira.

Opinião

E se a amizade de um sultão do século XVIII contar mais para a geopolítica do que Trump?

Não faltará quem queira ver no acordo de cooperação militar assinado em outubro entre o ministro da Defesa marroquino e o seu homólogo americano a explicação para o reconhecimento, dois meses depois, por Washington, da soberania de Rabat sobre o Sara Ocidental. Claro que a venda de armas é importante para a política externa americana, e Donald Trump começou logo a sua presidência com um gigantesco contrato assinado com a Arábia Saudita, assim como também serve os países compradores porque os coloca sob uma espécie de proteção dos Estados Unidos. Mas a estreiteza das relações entre os Estados Unidos e Marrocos não tem dois meses, nem sequer duas décadas (há quem note a cooperação com a CIA nos interrogatórios aos prisioneiros da Al-Qaeda capturados no Afeganistão e no Iraque), mas sim mais de dois séculos.

Manuel Rodrigues

Chaves da recuperação para 2021? Contenção da epidemia, multilateralismo e política monetária

O impacto do surto pandémico da covid-19 fez a economia mundial mergulhar em apenas nove meses na maior recessão de um século, com o produto interno bruto (PIB) global a regredir 4,4%(1). Prevê-se que em 2020 o produto interno bruto recue em todas as economias (com exceção da China) entre 2% e 12% (1) como resultado das disrupções provocadas pela pandemia tanto do lado da oferta como do lado da procura.