angolano

João Melo

Otimismo, uma questão de sobrevivência

O annus horribilis que nos calhou está prestes a terminar. Mais ou menos surpreendentemente, despede-se com alguns sinais promissores, entre os quais destaco a possibilidade de vacinação contra a covid-19; a derrota de Trump nos Estados Unidos; o início da retoma económica da China, país onde surgiu a pandemia que paralisou o mundo (queridos "ideólogos" anti-Pequim: já imaginaram se as duas principais potências económicas mundiais estivessem em recessão ao mesmo tempo?); a lenta, mas inspiradora, democratização de África; e a nova ascensão das forças progressivas na América Latina, promovendo o reequilíbrio político da região.

João Melo

O "voto étnico" na América

Como é que funcionou o "voto étnico" nas últimas eleições norte-americanas? De acordo com uma projeção provisória da cadeia de televisão CNN, o candidato democrata e vencedor das referidas eleições, Joe Biden, teve 42% dos votos dos eleitores brancos, contra 57% de Donald Trump; 87% dos votos negros, contra 12% do seu adversário; 66% dos votos latinos, contra 32% do republicano; 63% dos votos dos asiáticos, contra 31% do ainda presidente; e, por fim, 58% dos "outros" (seja lá o que isso for), contra 40% do atual ocupante da Casa Branca.