Premium António Saraiva: "Está a ser o pior ano de que há memória para o vinho da região do Douro"

António Saraiva é o presidente da Associação das Empresas de Vinho do Porto (AEVP), no quarto mandato. É um setor em crescimento, mas a pandemia interrompeu essa trajetória.

As vendas de vinho do Porto renderam 122 370 euros no primeiro semestre do ano, 26,2 milhões de garrafas, o que representou menos 14% na faturação comparativamente com 2019. António Saraiva, que é também o presidente do conselho de administração da Rozès, teme que o pior ainda esteja para vir. Mas acredita que, quando houver uma vacina contra a SARS-CoV-2, Portugal será um dos países que vão recuperar mais depressa.

De que forma a pandemia está a afetar o negócio do vinho do Porto?
No primeiro semestre do ano, tivemos uma quebra de 12% em volume [quantidade de garrafas] e de 14% em valor [faturação].

Chegaram a falar em quebras de 25%.
Poderemos chegar ao final do ano com quebras globais de 25%, ninguém sabe o que vai acontecer. O último quadrimestre [setembro, outubro e dezembro] representa 60% das vendas e, como se fala numa segunda vaga da covid-19, pensamos que a situação se irá agravar. O vinho não é um produto de primeira necessidade, o vinho do Porto a mesma coisa, e há muitas pessoas com dificuldades, no desemprego, não só em Portugal como em outros países.

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