Exclusivo E se o Estado português for melhor do que julgamos?

Todos nós já tivemos más experiências com o Estado português. Não faltam histórias sobre o funcionamento deficiente dos tribunais, dos serviços de finanças ou da segurança social, dos hospitais ou dos centros de saúde, dos serviços de registo e notariado, dos departamentos de licenciamento das câmaras, e tantos outros. São conhecidos casos de corrupção e de má utilização de dinheiros públicos aos vários níveis da hierarquia do Estado. Consideremos, porém, uma possibilidade: e se o Estado português for melhor do que julgamos?

Todos sabemos que as percepções que construímos com base em experiências pessoais podem ser enganadoras. Por exemplo, se formos assaltados numa dada zona da cidade, passaremos a considerar essa zona mais perigosa, mesmo que nada aí se tenha alterado de facto. Ou, se tivermos o azar de apanhar um taxista menos civilizado num dia que nos correu particularmente mal, vamos reforçar o preconceito sobre a má-formação dos taxistas, mesmo que essa avaliação seja injusta para a maioria dos profissionais de táxi. Generalizar a partir de experiências pontuais é sempre arriscado.

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