Artur e Carlos, de 66 e 42 anos, estiveram nesta semana pela primeira vez na Assembleia da República
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Justiça e Direitos

Na prisão juraram mudar de vida. Agora, procuram o perdão das vítimas

Carlos e Artur viveram atrás das grades. Hoje, partilham a Casa de Saída da Confiar, associação que promove a justiça restaurativa - que promove o perdão. Carlos já esteve com vítimas de crimes idênticos aos que cometeu. Artur saiu há um mês e procura o caminho certo.

No dia em que chegou à estação de comboios e viu o ex-colega de escola primária, que se tornou polícia e que com outros, numa esquadra da Linha de Sintra, tanto lhe bateu que o deixou sem o olho esquerdo, Carlos sabia que tinha coisas para lhe dizer.

Era o momento, mas o outro não o esperava. "Ficou espantado, mesmo em estado de choque. No dia em que me prenderam, já estava algemado e de joelhos na esquadra, havia uns 20 agentes, não sei bem, eram muitos, começaram a bater-me. Não havia necessidade, já não conseguia sair dali", recorda.

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