Premium As bruxas querem eliminar as crianças da Terra

O Halloween está aí e com ele o cinema de doçuras ou travessuras. As Bruxas de Roald Dahl, assinado por Robert Zemeckis, é o filme que cumpre a temática e assusta as criancinhas com os melhores efeitos digitais.

Não há mulheres narigudas vestidas de preto a voar em cima de vassouras nem há caldeirões borbulhantes. Elas usam perucas, porque são carecas, e luvas para esconder as garras, deslocam-se como gente normal, e a poção mágica está distribuída por frasquinhos mantidos em baldes de gelo para champanhe. Dito de outra maneira: As Bruxas de Roald Dahl estão de regresso ao grande ecrã pela mão do "feiticeiro digital" Robert Zemeckis, com Anne Hathaway, espampanante, a liderar o exército de malvadas que querem eliminar as crianças da face da Terra.

Quem conhece o imaginário do escritor Roald Dahl estará familiarizado com as suas visões literárias pouco infantis, ainda que seja o público infantil o alvo das histórias. As Bruxas, lançado em 1983, é um desses livros que contêm os elementos certos para uma recriação cinematográfica: a narrativa é simples mas oferece imagens de terror e fantasia que tanto seduzem como assustam. Não admira por isso que Guillermo del Toro, coprodutor e um dos argumentistas deste novo filme, tivesse sido o primeiro a pegar na ideia de uma adaptação depois da de Nicholas Roeg, em 1990. O realizador mexicano, que vai colecionando monstros no seu cinema, começou mesmo a trabalhar numa animação stop motion, mas desistiu e acabou por transferir o seu gosto para a versão de Zemeckis, por sua vez, mais voltado para as possibilidades do digital que tem vindo a explorar persistentemente desde Polar Express (2004), com outras proezas anteriores como Quem Tramou Roger Rabbit? (1988).

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