Premium Quando as vítimas fazem a diferença na covid. Lares: 40% das mortes. UCCI: não há óbitos desde abril

O surto de covid-19 no lar de Reguengos de Monsaraz assustou o país. Morreram 18 pessoas e 162 ficaram infetadas. Mas a mesma instituição tem uma unidade de cuidados continuados integrados onde até agora não se registaram óbitos associados à infeção. O que têm de diferente estes dois tipos de cuidados? Os profissionais? O conceito? Como funcionam? Portugal tem de encontrar respostas mais adequada aos cuidados de longa duração. Há já quem defenda que o modelo de lar tem de mudar.

O lar da Fundação Maria Inácia Vogado Perdigão Silva (FMIVPS), em Reguengos de Monsaraz, tinha 84 utentes, 50 assistentes de ação geral, nenhum médico e dois enfermeiros, que prestavam serviço apenas por algumas horas, antes de o vírus da covid-19 lá ter entrado.

A Unidade de Cuidados Continuados Integrados (UCCI) Inácio Coelho Perdigão, da mesma instituição, a funcionar paredes meias com o lar, tem capacidade para 30 utentes de longa duração, oito de convalescença, dois médicos, 13 enfermeiros e 20 auxiliares de ação geral, além de fisioterapeutas, assistentes sociais, terapeutas da fala, psicólogos, nutricionistas, animadores sociais e terapeutas ocupacionais. O conselho de administração da fundação é o mesmo, mas as direções técnicas funcionam separadamente. Isto mesmo foi confirmado ao DN em resposta pela FMIVPS.

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