Exclusivo Sónia Pereira "Os migrantes estão entre os mais afetados pela pandemia"

A alta-comissária para as migrações entrou em funções a 2 de março e 15 dias depois tudo mudou. Passaram a atender também "online". Tiveram que reforçar os apoios.

Licenciada em Economia e doutorada em Geografia, Sónia Pereira fez investigação nas migrações. Coordenava o programa de reinstalação de refugiados da Organização Internacional das Migrações (OIM) antes de dirigir o Alto-Comissariado para as Migrações (ACM). Um trabalho que diz ser mais difícil do que a investigação mas mais interessante. Exerce o cargo restringindo-se às suas competências e em nome coletivo.

Iniciou funções a 2 de março e não adivinhava a dimensão desta pandemia. O que é que teve de alterar?
O plano de fundo não se alterou. Não se alterou o compromisso com a integração de migrantes e proteção aos refugiados e beneficiários de proteção internacional. Alterou-se a parte mais operacional e técnica, tivemos de fazer uma adaptação dos serviços para dar resposta às necessidades que surgiram com a pandemia.

Que tipo de adaptação?
Teve de se fazer uma transição digital forçada com um maior investimento nos mecanismos de resposta online e por telefone. Tradicionalmente, os nossos centros nacionais de apoio à integração de imigrantes [CNAI de Porto, Lisboa e Algarve] davam resposta presencial. Reforçámos a informação que disponibilizamos no site e fizemos um grande investimento na recolha de informação, na sua tradução e disponibilização, quer no âmbito da saúde quer nas novas medidas legislativas que afetam os cidadãos estrangeiros.

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