Exclusivo Canto negro ou requiem para Maradona

Sofreu todas as incompreensões, todos os ataques e todas as tentativas de apagamento. Mas morreu como ​​​​​​​um deus.

Seria fácil dizer que a vida de Maradona, que resolveu deixar-nos na última quarta-feira, 25 de novembro, é digna de uma tragédia grega, dadas as tramas em que ele esteve ou deixou envolver-se ao longo dos seus 60 anos de idade. Mas prefiro sublinhar que, na verdade, a sua história é um verdadeiro canto negro, digno de um tango que Gardel nunca escreveu, mas certamente teria escrito, caso o tivesse conhecido, ou de uma milonga sofrida de Ataualpa Yupanqui.

Borges que me desculpe, mas, sabe-se hoje, os traços negro-africanos estão presentes nesses dois géneros populares que, associados à herança ibérico-árabe, definem o espírito argentino mais do que a construída tradição greco-romana e judaico-cristã instrumentalizada pelas suas classes dominantes.

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