Exclusivo Alianças à esquerda. Geringonça está coxa mas não vai cair, dizem os analistas

Aprovado o OE 2021, poderá a maioria de esquerda estar a caminho da dissolução? PS e BE, embora de costas voltadas, recusam destruir totalmente as pontes que os ligam. E o PCP tende a não prejudicar o seu crescimento eleitoral nas autárquicas criando uma crise no próximo Orçamento do Estado.

No final do discurso com que encerrou a participação do PS no debate do Orçamento do Estado (OE) para 2021, na sexta-feira, na Assembleia da República - uma intervenção fortemente apostada em "malhar" no Bloco de Esquerda -, a líder parlamentar dos socialistas, Ana Catarina Mendes, fez, todavia, questão de pôr um pé a impedir que se fechasse definitivamente a porta nas relações entre as duas forças.

Esse movimento traduziu-se numa frase: "A legislatura está a meio e quero crer que voltaremos, sem encenações, estados de alma ou angústias, a convergir no essencial. E digo mais: quanto mais cedo e depressa o fizermos e o conseguirmos, melhor. O PS, medida a medida, passo a passo, está aberto, como sempre esteve, a este diálogo e tudo faremos para que a separação que hoje aqui se viu entre o Bloco e as forças progressistas não se repita."

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