Exclusivo Aconteceu em 1971 - China de Mao admitida na ONU

DN de 27 de outubro de 1971 destacava na primeira página a admissão da República Popular da China nas Nações Unidas e a simultânea expulsão dos representantes dos nacionalistas chineses refugiados em Taiwan desde 1949.

"Após vinte e dois anos de espera, Pequim na ONU", titulava o DN a 27 de outubro de 1971, dando conta da votação dois dias antes, em Nova Iorque, da ONU, admitindo os representantes da China comunista e expulsando os nacionalistas chineses. Segundo o jornal, "uma votação espetacular admitiu a China e expulsou a Formosa", referência ao nome dado a Taiwan pelos navegadores portugueses do século XVI. "Portugal e mais 75 países apoiaram a moção albanesa, contra 35 votos contra e 17 abstenções", acrescentava o DN. "Pequim fica também com direito de veto no Conselho de Segurança", sublinhava o jornal, consciente de que se tratava de uma data histórica para a emergência da China de Mao Tsé-tung.

A China foi um dos membros fundadores da ONU em 1945, com direito a assento permanente no Conselho de Segurança. Mas mesmo depois da derrota na guerra civil chinesa, com o consequente refúgio em Taiwan em 1949, os nacionalistas de Chiang Kai-shek, sob o nome de República da China, mantiveram a representação nas Nações Unidas, em detrimento da República Popular da China. A partir de 1971, Taiwan deixou de estar na ONU e pouco a pouco tem vindo a perder os aliados políticos, só tendo hoje relações diplomáticas com menos de 20 países, em consequência da pressão de Pequim, que só admite a existência de uma China e pretende a reunificação com a província rebelde.

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