Exclusivo "Açores estão a fazer um grande progresso na proteção dos mares, e portugueses podem mostrar o caminho ao resto da Europa"

Com mais de 10 mil horas debaixo de água, nos Polos ou no Equador, o mergulhador americano Alan Friedlander, professor da Universidade do Havai, é membro do comité científico do Programa Blue Azores, uma parceria do Governo Regional dos Açores com a Fundação Oceano Azul e o Waitt Institutte para uma economia sustentável no arquipélago .

Quais são as suas melhores memórias dos mergulhos no mar dos Açores?

[Risos.] Há muita coisa... Os Açores são icónicos! Assim, acho que estar na água com as baleias e com todas aquelas espécies. Quando pensamos nos Açores, pensamos em todas as espécies que migram por ali, as baleias, os golfinhos, todos os mamíferos que usam aquela área. É um caminho migratório especial para todas as espécies que andam para cima e para baixo no Atlântico. Como é sabido, os Açores estão em cima da junção de três grandes placas oceânicas - a do Atlântico do Norte, a europeia e a africana -, são divididos pela maior cordilheira do mundo - a Dorsal Mesoatlântica - e todos aqueles animais passam por ali. Entre isso e todo o trabalho no fundo do mar que tem sido lá feito, é difícil escolher uma coisa, mas percebemos como os Açores são um lugar tão especial, onde estão situados e como são importantes, não apenas pela mitologia da região, mas obviamente pelas pessoas. São pessoas que estão lá há muito tempo e confiam no mar, que faz parte da sua forma de estar, a mentalidade daquelas pessoas que veem Portugal como um todo. Então, não há só uma memória especial, são muitas memórias especiais.

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