Premium Ousar refazer Hitchcock é um erro? 'Rebecca' é a prova 80 anos depois

Estreou-se na Netflix uma nova versão de Rebecca, a icónica adaptação de Hitchcock que definiu a sua entrada em Hollywood, debaixo da supervisão do produtor de "clássicos" David O. Selznick. Pretexto para recordar o nascimento da obra-prima e comparar o remake com ela.

"Sonhei na noite passada que voltara a Manderley." A célebre frase que inicia o romance de Daphne du Maurier - mais forte do que o tradicional "era uma vez" - escuta-se agora em 2020, lida por Lily James, numa nova adaptação de Rebecca. É a mesma frase que, na voz de Joan Fontaine, conferia uma entrada encantatória e sombria ao Rebecca (1940) de Hitchcock.

Neste, a câmara atravessa um portão, vagueia por entre o nevoeiro que cobre a vegetação selvagem de um terreno abandonado, até revelar na bruma uma imponente casa em ruínas. "Manderley, Manderley...", suspira Fontaine, como se falasse de um ser humano. E a verdade é que, feita de pedra, aqui está uma das personagens principais do filme, e do livro, senão mesmo a principal.

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