Exclusivo 'Ar Condicionado': o filme angolano que surpreende por vir de um país sem tradição cinematográfica

E aí está o primeiro filme moderno angolano de qualidade: Ar Condicionado, coqueluche do festival Porto/Post/Doc, que o exibe hoje no cinema Passos Manuel. Fradique, o realizador, explica ao DN o conto de fadas que está a viver com esta sua primeira longa-metragem.

Caem aparelhos de ar condicionado dos prédios de Luanda. Não é a nova Luanda, é a Luanda de sempre. Ruas da artéria Mutamba onde se caminha ao som de Aline Frazão e em que se sente uma dolência que é própria de uma urbanidade muito própria. Ar Condicionado é um filme de ambientes e de sonhos - não é por acaso que temos uma empregada doméstica e um guarda de um prédio envolvidos numa peripécia que mete uma máquina de recuperar memórias. O fantástico passa por esta visão, uma visão ao sabor do irreal, do onírico. Entra-se no filme como uma viagem pelas memórias vivas de uma cidade e sai-se despertado por uma utopia que impele à reflexão sobre a luta das classes sociais.

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