Exclusivo "O universo empresarial da ANF faz sentido, se atingir os propósitos de dinamizar o mercado e gerar riqueza"  

Ema Paulino é a primeira mulher candidata à presidência da Associação Nacional das Farmácias nas eleições de dia 29 e diz que a sua experiência como dirigente nacional e internacional é uma mais-valia. A dívida de 400 milhões de euros da ANF não a preocupa. Defende que muitos dos serviços que as farmácias fornecem deviam ser comparticipados pelo SNS. Amanhã: Nuno Vasco Lopes.

É a primeira mulher candidata à presidência da Associação Nacional das Farmácias. Como é que se sente no papel de pioneira?
Enquanto pioneira sinto-me honrada, mas sinto que já é o corolário de muitas mulheres que me antecederam e que abriram caminho. Já tivemos mulheres dirigentes da ANF, enquanto vice-presidentes, e temos tido a nível profissional várias mulheres que ao longo das últimas décadas têm vindo a afirmar-se e aberto caminho para que pessoas como eu se possam sentir inspiradas para se apresentarem para cargos de liderança.

O que é que a levou a candidatar-se e qual é o rumo que quer dar à ANF? Acha que a experiência que tem como dirigente a vai ajudar?
Aquilo que nos leva a candidatarmo-nos é um momento sensível da Associação Nacional das Farmácias no que toca ao seu equilíbrio económico-financeiro, algo que nos preocupa, porque sem esse equilíbrio económico-financeiro interno é impossível prestar serviços de qualidade às farmácias para que elas também possam prestar um serviço de qualidade à população. Queremos apresentar uma visão alternativa de liderança e de gestão do universo associativo e do universo empresarial, que é vasto, da ANF. Mas queremos, acima de tudo, recentrar-nos nas necessidades das farmácias. Sentimos que há algum distanciamento nos últimos anos em relação às necessidades mais prementes e em relação ao que é necessário fazer para defender a sustentabilidade económica das farmácias. Em termos da minha experiência nacional e internacional, penso que efetivamente é uma mais-valia. Estive na direção da Associação Nacional das Farmácias durante oito anos, depois tenho estado na Ordem dos Farmacêuticos, onde também tenho aberto canais de comunicação, tanto com o Ministério da Saúde como com outros organismos relacionados, mas também com outros profissionais de saúde, com a indústria farmacêutica, os distribuidores grossistas... Por outro lado, a minha experiência internacional faz-me ter um conhecimento da realidade do setor das farmácias em vários países, o que julgamos ser útil.

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