Exclusivo Francisco, ano seis: "Rezo para que não haja um cisma mas não tenho medo"

2019 foi o ano em que Francisco pôs os bispos a discutir a ordenação de casados e levantou o segredo pontifício nos casos de abuso sexual. E também o ano em que o papa emérito Bento XVI publicou uma carta que culpa a abertura do Vaticano II, de que Francisco é herdeiro, pelos abusos sexuais na Igreja Católica. O confronto dos dois papas, retratado no filme da Netflix, poderá trazer um cisma?

Desde que assumiu o lugar de papa, em 2013, que Francisco está a braços com aquela que é a maior crise da Igreja Católica do último século. Mas 2018 foi decerto o pior ano do seu pontificado: do brutal relatório da Pensilvânia à condenação do número 3 do Vaticano, o cardeal australiano George Pell, a seis anos de prisão, da suspeita de encobrimento pelo número 2, o espanhol Luis Francisco Ladaria Ferrer, num processo em França, às rusgas na Conferência Episcopal chilena, ficou patente que o veneno tinha chegado aos pináculos da organização.

Logo no início de 2019, em fevereiro, o papa organizou um encontro de bispos de todo o mundo sobre o assunto. Durante quatro dias os prelados discutiram, ouviram testemunhos de vítimas e fizeram promessas de ação, com Francisco a sublinhar ser necessário denunciar os casos às autoridades judiciais. Seria porém preciso esperar por dezembro, mês em que cumpriu 83 anos de idade e 50 como sacerdote, para que ordenasse o levantamento do "segredo pontifício" que impendia ainda sobre os processos canónicos de abuso sexual, permitindo assim que as dioceses possam dar acesso aos documentos arquivados quando as autoridades judiciais o requererem.

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