Premium A rainha que andava de bicicleta e não tinha medo de Hitler

Os holandeses adoram andar de bicicleta (ajuda que no país até mesmo as colinas sejam uma raridade), e os seus monarcas não são exceção. De entre eles (quase devíamos dizer elas), destacou-se Guilhermina, que reinou meio século, entre 1898 e 1948, período que incluiu as duas guerras mundiais.

São inúmeras as fotografias da rainha de bicicleta em Haia ou em Amesterdão, mas ainda mais memorável é a forma como incentivou à resistência aos ocupantes alemães nazis a partir do exílio na Grã-Bretanha e no Canadá. A rádio era a sua arma, através da qual chamava a Hitler "o pior inimigo da humanidade".

"Quando a rainha Guilhermina faleceu, em 1962, já eu vivia na Holanda há tempo suficiente para me dar conta da sua popularidade, devida sobretudo à sua atitude durante os anos da Guerra Mundial, mas também pela discreta atuação política nos anos seguintes, o que requeria dela qualidades diplomáticas para conciliar os vários interesses e, sobretudo, atender às exigências do povo no período de reconstrução", conta José Rentes de Carvalho, escritor português que fez dos Países Baixos (é esse o nome oficial do país) a sua pátria adotiva.

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