Exclusivo Calma que isto é Portugal

Deve ter sido lá pelas duas, duas e meia, eu dava voltas a um texto que não se deixava domesticar e as pálpebras queixavam-se do cansaço, do fumo das cigarrilhas e de algumas metáforas rebuscadas. Quando me preparava para a última revisão ouvi alguém que descia a rua e pareceu estacar junto à janela do escritório. Um breve silêncio e logo o som inconfundível de um líquido que jorra por ação humana e o suspiro de alívio que o costuma acompanhar.

Subi os estores, abri as portadas e confrontei o prevaricador do regulamento municipal.

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