Premium Duelo no governo brasileiro. Bolsonaro em equilíbrio entre o filósofo e o general

Há duas alas, muitas vezes antagónicas, no governo brasileiro. A liderada pelo guru Olavo de Carvalho, chamada "ideológica", e aquela sob gestão dos militares, como o vice-presidente Hamilton Mourão, tida como "pragmática". A guerra já é verbal.

"O Brasil está a postos", disse Jair Bolsonaro num dos momentos mais críticos do seu discurso de terça-feira ao lado de Donald Trump no púlpito do Rose Garden, na Casa Branca, a propósito de uma eventual intervenção militar na Venezuela. Sentado numa cadeira da primeira fila, Eduardo Bolsonaro sorria, orgulhoso. Umas cadeiras ao lado, Augusto Heleno franzia o sobrolho. Eduardo, deputado federal e filho do presidente, pertence a uma das duas alas que assessora Bolsonaro. Heleno, general na reserva e titular do gabinete de segurança institucional, à outra.

A esta, composta pelos núcleos militar e técnico do governo, a imprensa chama "ala militar", "ala técnica", "ala pragmática", "ala moderada" ou "ala soft power". A outra é conhecida por "ala ideológica" ou, em tom pejorativo, por "ala psiquiátrica". Como têm visões muitas vezes antagónicas sobre o mesmo assunto, Bolsonaro sofre para se equilibrar entre as duas e para agradar a todos.

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