Exclusivo Florence and the Machine seus males espanta

Mais calma na forma, sempre inquietante no conteúdo: a cantora londrina tem novo disco, High as Hope, e continua a matar (os seus) fantasmas.

Se não se conhecesse Florence Welch de outros Carnavais, poderia pensar-se que integra a categoria das "amigas da onça". Porquê? Simples: só na canção de despedida deste álbum, a confessional (são praticamente todas...) No Choir, é que ela nos explica que tem grande dificuldade em escrever sobre a felicidade, estado que entende - e está no seu direito - que não dispõe de "acontecimento" para inspirar cantigas. Pelo menos as que quer mostrar e registar. Muito agradecidos mas, por essa altura, o aviso é redundante - para trás, já ficaram temas tão "levezinhos" como os distúrbios alimentares e outras fomes, a perda de uma pessoa muito amiga, o alcoolismo e outras dependências, a solidão, a violência (mais coletiva ou mais íntima), o desafio a um Deus que "tem de ser grande", entre outras matérias que nos vão deixando em alerta. Já se percebeu: quem quiser esgrimir argumentos perante a ideia feita de que música pop anda de mãos dadas com a frivolidade passa a dispor de mais, com High as Hope, de um desmentido formal a essa convicção.

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