Exclusivo Julia Roberts: "Temos de falar mais da droga"

Em O Ben Está de Volta, Julia Roberts volta ao grande protagonismo. Um papelão de uma mãe que tenta ajudar o seu filho toxicodependente. Chega para a semana aos cinemas. Sua majestade de Hollywood concedeu audiência ao DN.

A última vez que estive com Julia Roberts já foi há uns anos. A senhora promovia Erin Brockovich e era toda sorrisos. Pudera, adivinhava já o Óscar que iria ganhar. Estávamos em 1999. Agora, aos 52 anos, diziam-me que está diferente, que trata mal os entrevistadores e que tem nariz empinado. Isso do nariz empinado parecia-me bem razoável. Julia merece ter o nariz empinado: os anos passam e continua a ser uma das rainhas de Hollywood e nunca se comprometeu: diz o que pensa, não alinha em fórmulas de estrelato e é uma mulher de uma frontalidade única. Além do mais, está sempre a reinventar-se sem precisar de mudar muita coisa. Um feito.

No final deste encontro para promoção de O Ben está de Volta, de Peter Hedges, percebi que o seu sorriso de marca não está de facto tão ativo, mas nunca, mas mesmo nunca, foi seca ou rude. Julia Roberts igual a si própria. No final, até quase se riu. Exagero, quase sorriu. Bem vistas as coisas, o filme em questão não é leve, antes pelo contrário: uma história de um reencontro entre um filho junkie e a mãe. Ele quer largar o vício mas não consegue. Tudo se passa na véspera de Natal e a noite vai ser longa. O amor incondicional sem filtros. De um lado uma Julia Roberts em modo mãe coragem, do outro, um espantoso Lucas Hedges, filho do realizador e nomeado há pouco ao Óscar por Manchester by The Sea. Dramalhão sem medo de ser pesado, chega a ser até leve nos seus processos, e isso é refrescante.

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