Exclusivo "40% dos alunos foram prejudicados com o ensino à distância"

Vasco Teixeira, administrador da Porto Editora, garante que as perdas no setor do livro devido à pandemia não serão recuperáveis. O facto de a empresa estar distante de Lisboa, diz, "é uma vantagem", mas continua a criticar ministros da Cultura, como a atual.

O administrador da Porto Editora viveu nos últimos meses devido à pandemia aquilo que se poderá comparar à história de um livro de terror: não publicar livros e adiar a quase totalidade dos lançamentos de mais de dezena e meia de editoras e chancelas, bem com ter as portas das mais de 50 livrarias do maior grupo editorial português fechadas até há poucas semanas. Para Vasco Teixeira a situação pode descrever-se assim: "Diria que estamos mais próximos de um livro de ficção científica, em que se vive sob a permanente ameaça e não se sabe muito bem o que nos espera em cada virar de página." Acrescenta que "os tempos estão muito difíceis para o setor do livro em Portugal, penso mesmo que é a mais grave crise de que há memória". Mesmo tendo uma área de vendas online, a Wook, esta não compensou as perdas do atendimento físico, apesar de proporcionar o acesso a toda a edição portuguesa e a muita estrangeira. "Houve um crescimento nas vendas online, mas longe de compensar as perdas registadas no mercado", refere.

Mais Notícias

Outras Notícias GMG