Empate deixa toda a gente feliz e mantém Portugal invicto

Seleção abriu o marcador por André Silva e Milik fez o empate de penálti que acaba por penalizar a... Alemanha. Pela primeira vez, Fernando Santos não ganhou um jogo oficial em casa, mas por orgulhar-se de comandar a única equipa sem derrotas na Liga das Nações

Portugal tornou-se esta terça-feira a única seleção a terminar a fase de grupos da divisão A da Liga das Nações sem derrotas. No último jogo, disputado em Guimarães, com tudo decisivo, a equipa das quinas empatou 1-1 com a Polónia, um resultado que penalizou a... Alemanha. É que, com o ponto conquistado, os polacos garantiram um lugar de cabeça de série no sorteio para a fase de apuramento para o Europeu, precisamente à custa dos alemães.

Com a qualificação para a final four desta nova prova da UEFA garantida, o selecionador Fernando Santos fez sete mudanças no onze em relação à partida de sábado em Itália, enquanto os polacos se apresentavam sem a sua estrela, o avançado Lewandowski. O início de partida foi bastante lento, com a bola a passar muito tempo no meio-campo e com as duas seleções pouco agressivas.

O futebol português vivia sobretudo do dinamismo que Renato Sanches imprimia, tendo sido ele o primeiro a dar uma espécie de grito de revolta, com um remate forte a ser devolvido pela defesa adversária. A partir desse momento, a equipa das quinas assumiu o controlo da partida, embora sem criar grandes ocasiões de perigo junto da baliza de Szczesny, ao passo que os polacos se mantinham na expetativa na procura de aproveitar algum erro para criar perigo.

O golo de Portugal acabou por surgir aos 34 minutos, na sequência de um pontapé de canto cobrado por Renato Sanches ao primeiro poste, que André Silva desviou de cabeça para o fundo da baliza. Era o 15.º golo do ponta-de-lança do Sevilha com as quinas ao peito, que lhe permitiu igualar dois históricos: Peyroteo e Rui Jordão.

Os polacos como que acordaram quando se viram em desvantagem e antes do intervalo responderam com uma bola de Kedziora na barra e com Frankowski a obrigar Beto a uma defesa complicada. A seleção treinada por Jerzy Brzeczek tinha como grande missão para esta partida não perder, por causa das contas para a fase de apuramento para o Euro 2020 e no segundo tempo acabou por surgir mais atrevida, procurando sobretudo lances em que os alas apareciam entre os centrais e os laterais portugueses.

Erro de William e expulsão de Danilo dá empate

Após algumas situações perigosas junto da área nacional, acabou por ser um erro de William Carvalho que possibilitou à Polónia chegar ao empate, pois um atraso do médio do Betis isolou Milik, que acabou por cair na área quando Danilo Pereira tentou evitar o golo. O árbitro não teve dúvidas e assinalou penálti, acabando também por expulsar o jogador português. O mesmo Milik, avançado do Nápoles, encarregou-se de bater Beto fazendo a igualdade, terminando assim com um jejum de um ano e dois meses sem marcar pela Polónia.

Em inferioridade numérica e 24 minutos para jogar, Portugal ainda procurou voltar à liderança no marcador, com Renato Sanches, André Silva e João Mário, entretanto lançado no jogo, a assumirem as rédeas do jogo. Contudo, os polacos satisfeitos com o empate voltaram à fórmula tática inicial e até podiam ter chegado ao triunfo quando um remate de Zielinski obrigou Beto à defesa da noite.

O final da partida foi uma espécie de pacto de não agressão, pois o empate acabava por deixar toda a gente contente, apesar de esta ter sido a primeira vez que a seleção não venceu um jogo oficial em casa desde que Fernando Santos assumiu o cargo de selecionador.

Agora a seleção nacional fica à espera do sorteio para a fase de qualificação para o Euro 2020, que se realiza a 2 de dezembro, voltando à ação nessa competição em março. Nos dias 5 e 9 de junho irá lutar pelo segundo troféu internacional da sua história: a Liga das Nações, cujos jogos vão realizar-se nos estádios do Dragão e D. Afonso Henriques, podendo ter como adversários Suíça, Inglaterra ou Holanda.

A Figura - Renato Sanches

Foi uma espécie de pivot do meio-campo português e, bem ao seu jeito, foi ele que impulsionou o jogo ofensivo da equipa com uma impressionante percentagem de passes certos (96%) e com uma energia que o levava a ser o primeiro jogador a defender, através de uma grande pressão que algumas vezes o levou em grandes correrias a tentar condicionar os centrais adversários e até o guarda-redes. Tentou por três vezes o remate, sem sucesso, acabando por se destacar na assistência que fez para o golo de André Silva.

FICHA DO JOGO

Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães (29 917 espectadores)
Árbitro: Sergei Karasev (Rússia)

Portugal: Beto; João Cancelo, Pepe, Rúben Dias, Kevin Rodrigues; Danilo Pereira, William Carvalho; Rafa Silva (Bruma, 70'), Renato Sanches, Raphaël Guerreiro (João Mário, 61'); André Silva (Éder, 87')
Treinador: Fernando Santos

Polónia: Szczesny; Bereszynski, Bednarek, Cionek, Kedziora; Krychowiak, Klich (Goralski, 75'); Grosicki (Kadzior, 79'), Zielinski (Szymanski 90'+5), Frankowski; Milik
Treinador: Jerzy Brzeczek

Cartão amarelo a Cionek (11'), Bednarek (28'), André Silva (64') e Frankowski (78'). Cartão vermelho a Danilo Pereira (63')

Golos: 1-0; André Silva (34'); 1-1; Milik (66' gp)

FILME DO JOGO

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