Premium SARS. Uma brigada contra o crime que se tornou um bando

Tem sigla de doença grave e é uma unidade policial odiada pela forma discricionária como age e pelos métodos bárbaros que emprega. Os nigerianos saíram à rua e exigem reformas profundas.

"A polícia está a chegar, o exército está a chegar/ Confusão por todo o lado/ Sete minutos depois/ Tudo se acalmou, jovem irmão/ A polícia foi-se embora/ O exército desapareceu/ Deixam sofrimento, lágrimas e sangue/ A sua marca registada." Em 1977, depois de já ter sofrido às mãos da polícia e do exército (a segunda vez deixou-o em estado grave), Fela Kuti denunciava mais uma vez a brutalidade das forças de segurança da Nigéria em Sorrow, Tears and Blood. Até à sua morte, 20 anos depois, o compositor maior do afrobeat continuou a criticar a corrupção sistémica e os abusos das elites e dos militares. O seu filho Femi Kuti pegou no testemunho e continuou na mesma toada.

Chegados a 2020, o Estado de direito continua uma miragem: as forças de segurança torturam, chantageiam e executam nigerianos. A diferença é que, nos dias de hoje, o ativista político Fela Kuti poderia ter uma muito maior audiência graças às tecnologias e ao aumento da população letrada.

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