Exclusivo Há um Pequeno Jardim no Chiado a trabalhar "com as emoções"

A florista tem as portas abertas desde 1922, em Lisboa, e funciona num vão de escada de um prédio de cinco andares onde hoje já só resta um inquilino.

É sexta-feira à tarde. Apesar da chuva miudinha, a zona do Chiado, em Lisboa, está bastante movimentada. Muita gente nas ruas enfeitadas, lojas de porta aberta, um entra-e-sai constante dos Armazéns do Chiado. Um pouco à frente, já na Rua Garrett, um artista de rua toca viola e canta o clássico Hit the Road Jack, de Ray Charles. Junta-se a ele, também a cantar, uma mulher que fala italiano num momento que prende a atenção de quem por ali passa. Despedem-se com um abraço, uma imagem rara nos dias que correm. Não fossem as máscaras a tapar os rostos de quem circula e quase podíamos recuar um ano no tempo e encontrar um Chiado a viver a normal azáfama do período do Natal, sem preocupações com a pandemia de covid-19.

Dirigimo-nos à Pequeno Jardim, florista que funciona desde 1922 no número 61 da Rua Garrett. Por cima da porta deste prédio de cinco andares está um grande vitral onde se lê "Pequeno Jardim, Carlos A. dos Santos, Flores e Plantas Naturais", nome do fundador da casa. Hoje somos recebidos por Elisabete Monteiro, a atual proprietária, que pegou no negócio em 2003.

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