Exclusivo Samuel Úria: "É mais fácil trabalhar a partir das minhas falhas do que das minhas qualidades"

Um dos mais aclamados músicos da sua geração, Samuel Úria está de regresso com Canções do Pós-Guerra, um disco que parece ter sido inspirado pelo atual período pandémico mas na verdade já estava pronto desde o ano passado. Os concertos de apresentação são a 6 de outubro, no Tivoli, em Lisboa, e a 7 na Casa da Música, no Porto

Se o título Canções do Pós-Guerra já de si soa a premonitório, que dizer da temática do novo disco de Samuel Úria? Apresentado como o seu trabalho mais "maduro e direto", o álbum já estava pronto desde o ano passado e era para ter saído em abril, mas quase se duvida disso, ao ouvir este punhado de canções, tão cruas e despojadas, no modo igualmente tão pessoal como o artista se revela ao ouvinte.

Através das suas "insuficiências, inseguranças e defeitos", Samuel Úria e com ele toda uma sociedade, numa melancólica análise sobre a "pós-modernidade e o falhanço coletivo" em que o mundo se tornou. Mas lá pelo meio continua haver luz e esperança, tal como na vida, em que a catarse surge através dos finais felizes possíveis, mas também sob a forma de discos como este.

Mais Notícias

Outras Notícias GMG