Todos os anos há 400 a 450 novos casos de cancro pediátrico.
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Petição de pais com filhos com cancro discutida depois de associação já não existir

A Associação de Pais Heróis foi criada em 2014 por uma mãe que perdeu a filha com cancro. Em 2017, entregou uma petição na Assembleia da República, na qual alertava para a realidade dos pais que vivem o drama de ter um filho com a doença. O documento vai ser discutido em plenário, nesta quinta-feira, já depois de a fundadora da associação não poder assistir ao desenrolar do processo. Adelaide Silva faleceu em julho e a associação anunciou o terminar de funções no Facebook.

"Ter um filho com cancro é um pesadelo", mas não ter capacidade de resposta para o acompanhar nesta luta durante o tempo que é necessário - porque os quatro anos que a lei permite nem sempre são suficientes para vencer a doença - ou não conseguir fazer face às despesas que a doença acarreta é "um drama" igualmente pesado.

Quem o diz é a Associação de Pais Heróis no documento que entregou à Assembleia da República, no dia 9 de maio de 2017. O objetivo desta organização, fundada em 2014 por Adelaide Silva, mãe de uma criança com cancro, que faleceu em 2012, era precisamente alertar os deputados, o poder político e a sociedade em geral para o facto de estes "pais cuidadores precisarem de ajuda, de apoio, de assessoria", até para conseguirem processar toda a informação que os pode ajudar a resolver todas as burocracias, ao mesmo tempo que lutam com os filhos contra a doença.

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