Exclusivo Quando a pandemia chega à porta da favela. "Economia? Aqui temos medo é da doença. Mas temos fé"

O DN faz digressão pela Comunidade da Paz, onde se combate o medo do coronavírus com fé em Deus. "Será uma catástrofe se aqui chegar", diz Cebola, líder de um bairro onde os habitantes são, na sua maioria, catadores de lixo e vivem às dezenas em casas às vezes só com duas divisões.

"E o frigorífico? Está bem abastecido por enquanto?", ouve Rosimara Francisco dos Santos, moradora da Comunidade da Paz. "Geladeira? Eu não tenho geladeira", responde ela, usando o termo local, ao lado do marido, dos seis filhos e de uma sobrinha, com quem partilha uma casa de três divisões - sala, casa de banho e uma cozinha que à noite se transforma em quarto de todos eles.

A Comunidade da Paz, favela no centro de Ribeirão Preto, cidade a 500 quilómetros de São Paulo, capital do estado homónimo, de longe o mais rico do Brasil, abriga cerca de 370 famílias, ou 1700 pessoas, 300 das quais crianças, todas mais ou menos com a mesma condição económica de Rosimara.

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